quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Desejos

Quero alguém que me tire do eixo, que me faça suspirar, que deixe de pernas bambas, que me deixe sem pensar.

Quero alguém que não me chame só pelo nome, que me deixe encantada, que me deixe assustada pelos meus próprios desejos, que me faça querer mais.

Quero alguém que saiba chegar, que saiba pegar, que saiba beijar.

Quero alguém que saiba mandar, que saiba pedir e que saiba ceder.

Quero alguém que saiba falar, mas que saiba calar.

Quero alguém que me entenda pelo que eu digo e compreenda quando não quero falar.

Quero alguém que não dê flores, que não se preocupe em só me agradar.

Quero alguém que me faça ficar desesperada de saudade, louca por um beijo e sedenta por um abraço.


Quero.

Quero alguém.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O lado bom da TV

Sempre concordei com a frase do Millôr Fernandes quando ele diz que pior cego é aquele que vê TV, mas pensando bem, ele não tem nenhuma razão, muito ao contrário.

A TV há tempos deixou de ser um mero instrumento de entretenimento, se é que um dia ela foi exclusiva a esse fim. Claro que é preciso que haja um filtro para o que realmente vale a pena ser assistido, sem querer entrar na discussão sobre o jornalismo, a mídia sensacionalista, é justo que se diga que o jornalismo sério é um bom despertador para a população, afinal, a gente só se comove com o que conseguimos visualizar. Quantos de nós não se indignou ao ver políticos enchendo a mala, a meia, a cueca com o nosso dinheiro?

A televisão é sim a maior invenção dos últimos tempos (minha mãe diria que foi a máquina de lavar), há quem diga que ela é um importante controlador da taxa de natalidade. Verdade ou não, todos nós gastamos boa parte do nosso tempo com os olhos grudados na telinha. A gente ri, chora, vibra e aprende todos os dias. Aprende? Sim, aprendemos sobre assuntos que jamais chegaríamos a conhecer. Antes do surgimento da internet, era a televisão que nos proporcionava chegar a lugares que nem sonhávamos existir.

As novelas e filmes exercem suas funções sociais e culturais que nos levam a questionar nossa postura perante os fatos que ocorrem a nossa volta, nos força a rever conceitos e valores que muitas vezes adquirimos sem questionarmos.

Recentemente a novela caminho das índias tocou em um assunto muito pertinente que foi a esquizofrenia. Um assunto delicado que envolve mais que um problema de saúde, mas um problema que a sociedade veio escondendo em clínicas e manicômios por muito tempo. É uma hipocrisia ignorar um assunto como esse e a Glória Perez soube usar seu veículo muito bem, trazendo a tona não só o problema em si, como também o preconceito e a falta de informações que a população tem dessa doença, trazendo consigo o preconceito e a discriminação.

A Televisão também é um bom instrumento de influencia da moda e o estímulo ao consumo, obviamente que isso acaba por conduzir padrões que não condizem com a realidade financeira e nem física das mulheres normais que existem aos montes pelas ruas (na minha opinião, as modelos magérrimas são ETs), mas também mostra a criatividade e a flexibilidade do nosso povo, mostra também a capacidade de adaptação.

O que quero mostrar é que a televisão traz pra dentro de nossos lares a discussão sobre o cotidiano, nos faz pensar e refletir sobre o mundo que vivemos e o que queremos deixar para as próximas gerações como legado, herança. Há sim muita coisa proveitosa na caixinha mágica que temos na sala, só precisamos estar mais atentos ao que deixamos ela nos dominar e influenciar.

sábado, 21 de novembro de 2009

A tal felicidade eterna

Li em perto do coração selvagem da Clarice Lispector, a personagem Joana perguntou à professora: - O que a gente faz depois de ser feliz? Durante muito tempo me fiz essa pergunta. Eu penso dessa forma. E depois de ser feliz, resta o que?

Todos nós procuramos incessantemente pela felicidade e ela está sempre em um nível acima do nosso alcance. Algumas pessoas conseguem galgar seu degrau e toar na sua felicidade. Ela pode ser na forma de um diploma, uma compra de um carro, o nascimento de um filho, aquisição da casa própria, o emprego melhor, a viagem ao exterior. Cada um tem um foco de felicidade que lhe é próprio.

Só que nós, seres humanos egoístas e egocêntricos nunca estamos satisfeitos com o que temos, nunca nos sentimos plenamente realizados e felizes por muito tempo. Logo que conseguimos aquilo que tanto desejavamos, logo nossos olhos apontam novo alvo de consumo.

A culpa desse desejo todo de consumir talvez seja desse estímulo capitalista que nos ensina que ter é muito bom. Quem tem é sempre o melhor. Somos seres facilmente ludibriados pelo marketing, nos encantamos pelo mais novo e consequentemente, pelo mais caro.

Nossa vaidade nos impede de perceber que nossa felicidade é mais completa e sincera quando pararmos de nos preocupar com o que temos e valorizarmos mais o que somos e quem somos. A gente é mais feliz quando precebe que apesar de imperfeitos, somos capazes de amar o nosso próximo, que mesmo com toda a dificuldade da vida a gente ainda arruma tempo pra ser solidário e consegue buscar forças para rir de nossas próprias desgraças. Ainda conseguimos nos encantar pelo sorriso inocente de uma criança e em quando largamos tudo e nos rendemos a um beijo e um abraço de saudade.

A felicidade material é tão efêmera quando a vida. Logo o novo fica velho, o moderno, ultrapassado, o caro fica barato, mas aquilo que vivemos, a diferença que fazemos nas nossas vidas e na das pessoas que nos cercam, bem como o que plantamos permanece para sempre. É eterno, nosso verdadeiro legado.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Felicidade fácil

Pra ser feliz não importa o lugar. As vezes um carro, uma boa companhia e uma chuva torrencial é tudo o que a gente precisa.

A conversa é animada.
A coca-cola é gelada
O perfume é cheiroso
O beijo é gostoso

Lá fora a chuva castiga a cidade, pelo vidro embaçado a gente ri e se espanta, a gente se beija e se abraça.

No outro dia fica a saudade e uma boa história para contar

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

De volta

Acho que todo mundo nesse mundo passa por algumas situações na vida que nos fazem perder o chão e nos forçam a parar, respirar e tomar uma atitude.

Foi o que aconteceu comigo.

Agora eu sacudi a poeira e voltei com tudo


Resolvi parte dos meus problemas e o que ficou pendente, só o tempo se encarregará de resolver.